PERSÉPOLIS
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Categoria hospedeira: Programação
CLAUSTRO MUSEU MUNICIPAL DE FARO | 21h45
Dia 6 AGO
PERSÉPOLIS
Marjane Satrapi & Vincent Paronnaud, FR, 2007, 95’, M/ 12
sinopse, ficha técnica e trailer: aqui
Em memória e homenagem a MARJANE SATRAPI, o filme PERSEPOLIS de regresso aos cinemas em nova versão digital restaurada 4K.
É a história comovente de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos da precoce e extrovertida Marjane, de 9 anos, que vemos a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas.
Inteligente e destemida, Marjane consegue fintar os “guardas sociais” e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas, quando o seu tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a guerra Irão/ Iraque, o medo diário que invade o quotidiano do Irão torna-se palpável.
À medida que vai crescendo, a ousadia de Marjane torna-se uma constante fonte de preocupação para os seus pais que temem pela sua segurança. Assim, aos 14 anos, tomam a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Vulnerável e sozinha numa terra estranha, tem que enfrentar as típicas contrariedades dos adolescentes. Além do mais, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso e extremismo, exactamente as coisas de que fugiu no seu país. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir-se sozinha e cheia de saudades de casa.
Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família. Após um difícil período de ajustamento, entra para uma escola de artes e casa-se, embora continue a levantar a sua voz contra a hipocrisia a que assiste. Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão. É então que toma a dilacerante decisão de trocar a sua terra natal pela França, cheia de optimismo em relação ao futuro, moldada indelevelmente pelo seu passado.
Era um filme vivo, irónico, musical, com uma energia punk e uma melancolia de exílio. Fica uma obra que transformou a autobiografia em acto político, a banda desenhada em literatura maior e a liberdade numa gargalhada de dentes cerrados. José Vieira mendes, Visão
Foi com o traço vivo a preto e branco, tão expressivo como era inqueita a pequena constatária protagonista, que nos aproximámos da complexa realidade iraniana. Em Persépolis, a obra que a celebrizou e que adaptou também ao cinema, usou a sua memória e experiência de vida como forma de resistência. Mário Lopes, Público
bilheteira: 2€ - sócios CCF | 4,5€ - estudantes | 6€ - restante público