CÃO PRETO (Gou Zhen / Black Dog)
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Categoria hospedeira: Programação
CLAUSTRO MUSEU MUNICIPAL DE FARO | 21h45
DIA 8 AGOSTO - 6ªFEIRA
CÃO SOZINHO
Marta Reis Andrade, PT/FR, 2025, 13’
A história real de um cão deixado ao abandono na sua própria casa, no tempo em que o meu avô começou a experienciar a sua viuvez e eu regressava de Londres, lugar onde me senti mais sozinha que nunca.
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CÃO PRETO (Gou Zhen / Black Dog)
Guan Hu, CN, 2024, 116’, M/14
Depois de dez anos na prisão, Lang regressa à cidade natal no noroeste da China, perto do deserto de Gobi. Quase abandonada, está prestes a ser demolida para dar lugar a um complexo de fábricas e a um novo plano de desenvolvimento urbano. Ao mesmo tempo, Pequim prepara-se para receber os Jogos Olímpicos de 2008.
Lang apenas consegue encontrar trabalho na caça aos muitos cães vadios que deambulam pela área. Um cão preto e perigoso, com uma alta recompensa de captura, morde Lang.
Enquanto ficam isolados para evitar a propagação do vírus da raiva, desenvolve-se uma amizade entre homem e animal.
Filme vencedor da secção Un Certain Regard no Festival de Cannes.
Logo na sua espantosa primeira sequência, a história agarra-nos e nunca mais nos larga, levada pelo carisma do actor principal Eddie Peng, acompanhado por um cão preto igualmente memorável. POSITIF ★★★★★
Cão Preto apresenta-se como uma fábula existencial sobre isolamento, redenção e a possibilidade de estabelecer ligações contra todas as probabilidades. É também um thriller de crime e um deslumbrante exemplar de cinema de paisagem: a fotografia panorâmica de Gao Weizhe traz uma sensação de assombramento aos cantos da cidades, aos interiores degradados e às camadas de deserto, evocando grandiosidade épica de Sergio Leone. FINANCIAL TIMES ★★★★★
A localização deste filme excelente e deliberadamente subtil é essencial para a narrativa: uma cidade arruinada e praticamente abandonada nas raias ventosas do Deserto de Gobi (…) a deslumbrante fotografia panorâmica parece ter sido filmada em tons monocromáticos. THE GUARDIAN ★★★★
O cenário torna-se o ponto mais forte de Cão Preto, que tem lugar na sombra dos Jogos Olímpicos [de 2008, em Pequim], enquanto as pessoas deslocadas pelo espectáculo vivem vidas de silencioso desespero. Hu utiliza a paisagem desolada para construir um mundo de letreiros de néon em ruínas, bancas de banha de cobra e circos de beira da estrada — uma paisagem deserta com fissuras mais que suficientes para o mal se instalar. INDIEWIRE ★★★★
O que é sensacional sobre o último filme de Hu é a forma como ele subverte esse temor [de enfrentar os fantasmas do passado] culminando numa nota comovente que soa totalmente merecida e convincente. THE FILM STAGE ★★★★
Cão Preto impressiona desde o seu primeiro plano, transformando a beleza do Deserto de Gobi num território cinematográfico sem paralelo. CAHIERS DU CINÉMA ★★★★
Esta história de uma amizade difícil que se demora a construir, entre um homem e um cão, ambos feridos física e emocionalmente, impressiona e aconchega o coração. LE PARISIEN ★★★★
