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INTERDITO A CÃES E ITALIANOS

Categoria hospedeira: Programação
in Festa do Cinema ao Ar Livre

 

 

 

CLAUSTRO MUSEU MUNICIPAL DE FARO | 21H30

DIA 31 JULHO (segunda-feira)

O HOMEM DO LIXO
Laura Gonçalves,  2022, PT,  12’

INTERDITO A CÃES E ITALIANOS
(Interdit aux chiens et aux Italiens)
Alain Ughetto, FR/IT/BE/CH/PT, 2022, 70’, M/12

 sinopse e trailer: aqui

 

 

 

 

 

 

 


 O HOMEM DO LIXO em números:
⇒ 13869 Espectadores
⇒ 138 Selecções em Festivais
⇒ 208 Exibições
⇒ 27 Prémios

Entrevista à realizadora


INTERDITO A CÃES E ITALIANOS

A HISTÓRIA
Início do século 20, no norte da Itália, Ughettera, berço da família Ughetto. A vida nesta região tornou-se muito difícil e os Ughetto sonham com um futuro melhor no estrangeiro. Segundo a lenda, Luigi Ughetto atravessa então os Alpes e inicia uma nova vida em França, mudando para sempre o destino de sua amada família. O seu neto, retraça aqui a sua história.
O filme é concebido como um diálogo ficcional com Cesira, a falecida avó do realizador, a quem este último pergunta tudo o que gostaria de saber, um testemunho da experiência destas gerações de migrantes italianos e uma homenagem à sua coragem. Com poesia, o filme confere a esta história pessoal uma dimensão universal. É a “memória nostálgica” que liga nesta obra os elementos que dela emergem, do lar original, uma pequena exploração agrícola à sombra do Monte Viso, às múltiplas raízes familiares espalhadas por Ubaye, Valais, Vale do Ródano, Arieja e Droma. A história nutre memórias ancestrais e vestígios do passado, fotografias ou correspondência. No decorrer desta experiência migratória, a família Ughetto improvisou uma nova casa cuja memória é o cimento.

NOTA DE REALIZAÇÃO POR ALAIN UGHETTO
Durante as refeições em família, o meu pai dizia que havia em Piemonte na Itália uma vila chamada UGHETTERA onde todos os habitantes tinham o mesmo nome que nós. Quando ele morreu, fui ver se existia essa aldeia. Havia: UGHETTERA, a terra dos Ughetto!
A minha investigação começou aí, nove anos atrás, assim como o filme. No cemitério, não encontrei nem o túmulo do meu avô Luigi, nem o da minha avó Cesira... O que aconteceu?...
As testemunhas desta época italiana (década de 1870) desapareceram, os telhados das casas desabaram sobre o seu passado como camponeses; as árvores voltaram a crescer sobre a sua vida como mineiros; nada resta.
A mais-valia deste filme foi a descoberta do livro de Nuto Revelli, “Le monde des vaincus”. Este sociólogo italiano registou os testemunhos de camponeses e camponesas da mesma idade que o meus avós e que moravam no mesmo lugar em Piemonte.
Testemunhos comoventes sobre a fome, a miséria, as guerras...
Em Ughettera, peguei em todos os objectos que fizeram parte do seu quotidiano, carvão, brócolos, castanhas...
De regresso ao meu atelier, com tudo o que lá recolhi, compus um cenário. Os brócolos tornam-se em árvores, o carvão torna-se em montanhas, o açúcar torna-se num tijolo...
No coração da minha oficina, com Jean-Marc Ogier e sua equipa, reconstruímos este mundo desaparecido.
Lembramo-nos do nosso pai, da nossa mãe, um pouco dos nossos avós, mas não muito para além disso: é a escuridão, essa é a grande história.
O que me interessava era voltar atrás no tempo para conectar memórias íntimas com um contexto histórico mais amplo.
Hoje, por trás do meu nome, encontrei uma história, a crónica de uma família entre centenas de outras.
Para escrever esta história, inspirei-me na realidade. A realidade da vida de alguns familiares do Piemonte italiano. Mergulhei na minha própria memória, depois na dos meus primos, dos meus irmãos e irmãs. Entre a guerra e a migração, entre o nascimento e a morte, surgiu uma história. Além da tristeza de uma história pessoal, descobri uma viagem surpreendente, contada no filme.
Gostaria de ter conhecido Luigi, o meu avô, mas não o conheci. Mas a minha avó Cesira, eu conhecia-a... tinha doze anos quando ela morreu, chamava-a “avózinha”. Para mim, a avózinha nasceu assim, ao lado do fogão a gás, vestida de preto, com as mãos na polenta. Ela queria ser mais francesa que os franceses, então nunca a ouvi falar italiano. Desde manhã que ela fazia a cozinha cantar, com polenta e leite, polenta e coelho ensopado ao meio-dia e polenta no forno à noite.
E então percebi que antes de ser chamada de avózinha, a minha avó era Cesira, que tinha sido jovem e bonita, que usara cores, que fora desejada e amada.
[...]
O que me interessou neste filme foi mostrar pessoas no trabalho, pessoas que construíram as nossas infra-estruturas em França: túneis, estradas, pontes, barragens, pessoas que sem se esconderem permaneceram totalmente invisíveis.
Iluminei esta história que começa com "eu" e muito rapidamente se desloca para "nós". Quer sejamos polacos, espanhóis, portugueses, indianos, vietnamitas ou norte-africanos, o passado está no nosso ADN.
Ecoando o presente, quis prestar testemunho de "como, nessa altura, acolhemos todos os estrangeiros".
Há nove anos que trabalho neste filme e adoro todas as imagens. É um filme único ao qual todos concederam os seus conhecimentos, as suas capacidades, a sua memória.
Um trabalho de equipa, uma longa e bela aventura comum onde todos nos reunimos, produtores, animadores, técnicos vindos de toda a Europa para vos apresentar este belo, este magnífico presente.
Um filme de testemunho, mas acima de tudo, um filme de amor.


 Entradas:
Entrada Livre - sócios com as quotas regularizadas
4€ - Estudantes e sócios com as quotas anteriores a 2022 em atraso
5€ - Não sócios


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