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Alcarràs

Categoria hospedeira: Programação
in Festa do Cinema ao Ar Livre

29 AGOSTO | 21H45 | JARDIM DA ALAMEDA (FARO)

ALCARRÀS
Carla Simón, ES/IT, 2022, 120’, M/12

sinopse e trailer: aqui

nota da realizadora

Alcarràs é uma pequena cidade na região mais profunda da Catalunha, onde a minha família cultiva pêssegos. Quando o meu avô morreu, os meus tios herdaram a terra e encarregaram-se de cuidar dela. A tristeza pela morte do meu avô levou-me a valorizar o legado da minha  família e a sua dedicação à agricultura. Aprendi a valorizar as árvores que eles cultivam como algo que um dia poderá vir a ser destruído. Foi assim que me ocorreu o argumento de ALCARRÀS: uma família de agricultores – os Solés – está prestes a perder os seus pessegueiros, porque o proprietário quer o terreno para instalar painéis solares.
Os seres humanos cultivam a terra em grupos familiares desde o Neolítico. É a profissão mais antiga de sempre. Mas a verdade é que a história da família Solé surge numa época em que esta forma de agricultura já não é sustentável. E isso levanta a pertinente questão do  significado que a agricultura tem hoje para nós.
Quisemos fazer uma homenagem nostálgica, mas não sentimental, às derradeiras e resistentes famílias de agricultores que ainda mantêm as suas tradições.
Este é também um filme sobre relações familiares, tensões geracionais e a importância da união em tempos de crise. Foi concebido como uma peça de conjunto, pois eu queria muito mostrar o que significa fazer parte de uma grande família. Diálogos cruzados, energias opostas, caos, pequenos gestos carregados de significado, emoções que provocam um efeito dominó... Cada membro da família Solé tenta encontrar o seu próprio lugar no momento em que a família está prestes a perder a sua identidade comum. Trabalhámos com actores não-profissionais da zona de Alcarràs que têm um verdadeiro apego à terra. Para passarem por uma família a sério, eles passaram tanto tempo juntos que agora se tratam pelo nome das suas personagens. Carla Simón

entrevista à realizadora

Podes dizer-nos em poucas palavras de que trata ALCARRÀS?
ALCARRÀS é a crónica de uma morte anunciada. A família Solé descobre que terá que deixar a terra que a família cultiva há três gerações perto da cidade rural catalã de Alcarràs, no final do Verão. O proprietário quer arrancar os pessegueiros e usar os campos para instalar painéis solares. A família reúne-se para uma última colheita, mas as suas opiniões divergentes sobre a forma como enfrentar um futuro incerto ameaçam a união familiar. Esta é uma peça de conjunto onde cada membro da família Solé tenta posicionar-se naquela crise, num momento em que a sua identidade comum está ameaçada.
Quais são os principais temas tratados em ALCARRÀS?
Por um lado, o filme é uma reflexão sobre a agricultura actual. Muitos acreditam que a terra deve pertencer a quem a trabalha e a família Solé cultiva os mesmos campos há muitos anos. Mas o entendimento oficioso foi estabelecido com o proprietário durante a Guerra Civil Espanhola. Agora, um contrato sobrepõe-se a qualquer acordo verbal e o novo proprietário quer que eles saiam. Até quando é que a tradição e a mudança podem coexistir neste lugar? Os seres humanos têm cultivado a terra em pequenos grupos familiares desde o Neolítico. É o trabalho mais antigo de sempre. Mas a verdade é que a história da família Solé surge num momento em que esta forma de cultivar a terra já não é sustentável. As grandes empresas compram terrenos para praticar uma cultura extensiva, os preços baixos da fruta forçam a substituição de árvores por projectos financeiramente mais rentáveis e os jovens agricultores abandonam as suas terras para tentar encontrar outras formas de sustento. Os modelos estão a mudar e o velho mundo está a acabar, e nosso filme é uma homenagem nostálgica às últimas famílias de agricultores que ainda vão resistindo. Apesar do mau prenúncio, espero que a agricultura biológica seja o brilhante amanhã para aqueles que querem continuar a cultivar a terra em pequenos grupos. Esta é uma reflexão sobre a necessidade de adaptação, pois retratamos os últimos dias de um universo que os seus habitantes acreditavam ser eterno. É também uma reflexão sobre a falta de comunicação entre os membros de uma família, e sobre como, às vezes, tudo seria mais fácil se disséssemos em voz alta o que pensamos e o que sentimos. Penso amiúde em ALCARRÀS como sendo um filme de acção. Não há explosões, tiroteios ou efeitos especiais espectaculares, mas as personagens vivem numa montanha-russa emocional que abala as relações que mantêm entre si.
Como te surgiu a ideia de fazer este filme?
O meu tio cultiva pêssegos em Alcarràs. Fazia-o juntamente com o meu avô, mas ele morreu há uns anos. Passei todas as minhas férias de Natal e de Verão naquelas terras. Tudo o que foi vivido e partilhado naquele sítio tem um enorme valor emocional para a minha família. De repente, senti a necessidade de retratar aquele lugar, a sua luz, as suas árvores e campos, as suas pessoas, as suas caras, a dureza do seu trabalho, o calor do Verão… Sinto que tem um enorme valor cinematográfico. Uma última colheita nas terras daquela família foi um bom enquadramento para falar de um mundo que está prestes a acabar.
ALCARRÀS conta a história de uma grande família de agricultores. Porque é que este tema te inspira tanto?
A minha principal fonte de inspiração é minha família alargada; eles são uma fonte inesgotável de histórias. Reunimo-nos muitas vezes e dou por mim rodeada de avós, pais, tios, tias, primos, irmãos... Toda a vida vivi rodeada de gente. Este filme foi concebido como uma peça de conjunto, pois queria muito mostrar o que significa fazer parte de uma grande família. Diálogos cruzados, energias opostas, caos, pequenos gestos carregados de significado, emoções que provocam um efeito dominó... Cada um tem de trilhar o seu caminho, mas todos têm de encontrar uma forma de viver em conjunto.
Porque escolheste trabalhar com actores não-profissionais?
Procuro naturalismo nos actores. Acho que quanto mais próximos estão das personagens que interpretam, mais verdadeiros os actores são. Eu queria que este filme fosse representado por agricultores que trabalham a terra, que pudessem entender a ideia de a perder. Na sua grande maioria, as pessoas da área de Alcarràs são agricultoras ou vêm de famílias de agricultores. Eu tinha a certeza de que conseguiria encontrar bons actores entre eles. Além disso, o elenco conta com crianças e adolescentes e eles representam sempre com muita naturalidade. Acresce que nesta região de Espanha se fala um dialecto catalão muito específico. Não há muitos actores da região e, para retratar fielmente aquele lugar era importante respeitar a sua linguagem. Na procura dos nossos actores, fomos a todas as feiras de aldeia (isto foi antes do COVID) e convidámos todos aqueles que pudessem encaixar-se no nosso elenco a apresentar-se para audições. Vimos mais de 9000 pessoas. Eu tinha a esperança de seleccionar membros da mesma família, mas tal não aconteceu e cada elemento da família Solé vem de uma aldeia diferente. Portanto, passámos muito tempo juntos, a improvisar momentos para construir as relações entre eles.
O teu filme tem lugar em Alcarràs, uma cidadezinha na Catalunha, em Espanha. Embora a localização seja tão específica, o que há de universal na tua história?
Todos nós temos família, todos nos identificamos com histórias de família. A verdade é que não escolhemos a nossa família: nascemos nela. É por isso que as relações familiares são tão complexas e profundas, tão cheias de contradições e tão incondicionais, ao mesmo tempo. Além disso, a agricultura é algo que nos afecta a todos; é o que comemos todos os dias.
Parece-me que todos devemos pensar em quem nos fornece alimentos e como o fazem. Estruturalmente, a substituição da agricultura tradicional pela agro-indústria é um fenómeno mundial.

crítica

“Um drama sincero sobre o choque entre a agricultura tradicional e a indústria” – The Hollywood Reporter

“Um filme que pode ser tão bem-humorado quanto comovente. A forma como a Carla Simón e o seu elenco fluidificam as transições – da quietude para pura energia, do desespero para humor – conseguindo que cada momento pareça real é o verdadeiro talento de ALCARRÀS. É bastante notável que este seja apenas o seu segundo filme.” – Screendaily

“É difícil imaginar um documentário sobre uma família Solé não fictícia que possa realmente parecer mais genuíno.” – The Daily Telegraph

“Um drama movimentado e vibrante sobre uma família catalã que vai ser despejada das suas terras. Às vezes, o filme decorre com tanto vagar, que parece que vai durar para sempre, mas –como acontece no fim de qualquer Verão mágico – acabamos por nos perguntar como é que o tempo passou.” – Indiewire

antecedido por
DIA DE FESTA, Sofia Bost,  PT, 2019, 17’
Mena vive sozinha com a filha, Clara, que faz hoje 7 anos. Enquanto lhe prepara uma festa de aniversário, tarefa que executa com dificuldades financeiras e a contragosto, Mena recebe um telefonema da mãe que a deixa perturbada

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