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HENRIQUE ALVES COSTA, CINÉFILO INCONFORMISTA + MARCEL E MONSIEUR PAGNOL

Categoria hospedeira: Programação
in Ciclo do mês

SESSÃO COMEMORATIVA DO 70º ANIVERSÁRIO DO CCF
DIA  30 ABR | IPDJ | 21h30

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HENRIQUE ALVES COSTA, CINÉFILO INCONFORMISTA
Manuel Vitorino, Portugal, 2024, 20’, M/12    
com a presença do realizador     

O cinéfilo irrequieto
Não é todos os dias que um cineclube consegue o notável feito de festejar 70 anos de vida intensa, ou seja, 70 anos de associativismo e de luta contra todos os entraves e perseguições, primeiro contra a Ditadura e a Censura e  cujo combate nunca será demais lembrar e elogiar; depois, em Democracia contra o imobilismo, a falta de apoios das instituições, sobretudo, aquelas que têm obrigações de investir na cultura e no cinema, como meio de ensinar os jovens a ler o cinema com outro olhar e meio de expressão artística. Por isso e muito mais que seria fastidioso enumerar, não posso deixar de enviar os meus parabéns aos dirigentes do Cineclube de Faro pelo aniversário que, por coincidência, festeja 70 anos no mês mais bonito da Democracia resgatada no dia 25 de Abril de 1974.
E como existem coincidências felizes, um dos filmes programados,  Cinéfilo Inconformista, presta tributo e homenagem a Henrique Alves Costa (1910-1988) pioneiro do cineclubismo em Portugal e, simultaneamente, o principal responsável pela formação da Federação Portuguesa de Cineclubes (FPCC) oficialmente criada em 1977, no decorrer do IX Encontro Nacional de Cineclubes, realizado em Espinho, no decorrer do Cinanima. O Passado e o Presente de mãos dadas com o futuro do cinema e da arte das imagens.
Efemérides e simbolismos à parte, Henrique Alves Costa repartiu o seu enorme saber e conhecimento, mais de 50 anos a escrever para jornais, revistas e livros, onde lutou intensamente por um cinema livre de amarras, criativo e inovador. O “Senhor Cinema” como muitas vezes foi referido nos jornais, esteve em todos os momentos cruciais ligados à Sétima Arte, pois foi sempre um cidadão empenhado, espírito aberto e independente, disponível para abraçar todas as causas culturais, cívicas e políticas.
O documentário Cinéfilo Inconformista/Henrique Alves Costa – o primeiro realizado no nosso país, constitui, apenas, o contributo possível para o estudo/divulgação da sua vasta e profícua obra que, após a sua morte ficou numa espécie de limbo e esquecimento, poucas vezes citada por investigadores e académicos. E, no entanto, o cinema foi sempre a sua vida e paixão permanente, empenhado em todas as lutas que valiam a pena travar, contra o fascismo, a intolerância, o centralismo e todas as formas de censura. O Henrique nunca fugiu ao debate das ideias e à polémica. A sua vida confunde-se com a História do Cinema, primeiras fitas do mudo, Chaplin, Buster Keaton, Griffith, passando pelo advento do sonoro, estúdios da Invicta Filme, o papel decisivo e fulcral na dinamização do Cineclube do Porto, antes e após o 25 de Abril. Foi a personagem nuclear e central da Semana do Cinema Português, realizada em 1967 e sem ele não existiam filmes fundamentais da nossa cinematografia, como “O Recado”, de José Fonseca e Costa; “O Passado e o Presente”, de Manoel de Oliveira; “Pedro Só”, de Alfredo Tropa; “Perdido por Cem…”, de António Pedro-Vasconcelos.
Além do impulsionador da FPCC incentivou um grupo de jovens a avançar com o projecto de realização do Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho/Cinanima (uma “ideia maluca” com direito a um longo artigo no JN a divulgar a iniciativa cultural) sem esquecer o seu papel na realização de “O Auto de Floripes” (1963) um documentário de natureza antropológica levado a efeito na aldeia das Neves, em Viana do Castelo. Irrequieto e sempre de espírito jovial, incentivou o reconhecimento nacional e internacional da filmografia de Oliveira, seu amigo e cúmplice, lutando muitas vezes só conta a miopia de quem tinha obrigação de promover a singularidade da sua obra.
O documentário hoje exibido apenas pretende avivar acontecimentos, episódios menos conhecidos do grande público, resgatar o seu nome do esquecimento, o modo como fez pedagogia e nos ensinou a amar o cinema. Henrique Alves Costa relacionou-se com todos os nomes que valia a pena conhecer no seu tempo: Oliveira, Rouch, André Bazin, Jean-Loup Passek, Henri Langlois. O seu legado é enorme e deixou rasto em várias gerações de cinéfilos. Por isso e em jeito de provocação, deixo algumas pistas, como seja, a organização de seminários e debates sobre a vida e obra de Henrique Alves Costa e por fim, porque não, a organização e exibição de um ciclo com alguns dos muitos filmes que amou. A lista é longa, mas deixo alguns títulos: “A Paixão de Joana D´Arc” (Dreyer); “A Regra do Jogo” (Renoir); “Lágrimas e Suspiros” (Bergman); “Matou” (Lang); “A Cavalgada Heróica” (Ford).
A cidade e as instituições culturais do país têm uma enorme dívida de gratidão para com esta personagem nuclear do cinema e bom seria que os seus livros todos esgotados fossem objecto de reedição, como também, a organização de debates /jornadas culturais com a finalidade de redescobrir o seu legado histórico e onde sem amarras ideológicas e abertura de pensamento fosse possível fomentar o debate de ideias, os múltiplos projectos em que esteve envolvido, o seu exemplo de cidadania e amor ao Cinema. Será, talvez uma utopia, mas caso tal aconteça será, não tenho dúvidas, a melhor homenagem que o Porto e o país poderão prestar a Henrique Alves Costa e lembrar às gerações mais novas o seu enorme legado cívico e cultural. - Manuel Vitorino

Nota: o autor não segue as recomendações do AO


                                                                                marcel e monisuer pagnol

MARCEL E MONSIEUR PAGNOL 
Sylvain Chomet,  França/ Bélgica/ Luxemburgo, 2025, 90’, M/12

sinopse, ficha técnica e trailer: aqui

Marcel Pagnol, um herói do cinema francês
A vida de Marcel Pagnol contada em desenho animado, um biopic que tem o charme e o poder de síntese de uma boa banda desenhada, ainda por cima artesanal, feita à mão, longe das extravagâncias digitais que fazem hoje o essencial da animação produzida em moldes industriais.
(...) sem que se perceba bem como, ao cabo de alguns minutos, estamos lá, estamos no filme, e ficamos até ao fim sem quebra do interesse.
(...) É bonita a forma como o filme evoca os anos 30, as estrelas do “mundo Pagnol” (Raimu, Fernandel, Josette Day), é justo o modo como o filme conta, em pinceladas, uma história de cinema, traz excertos de filmes para dentro da animação, e articula a obra e a personalidade, mas também a biografia e a História. - Luís Miguel Oliveira, Público

Marcel Pagnol (1895-1974) é uma das maiores figuras da cultura e das artes francesas do século XX, do qual se diz que “deu a conhecer à França o sotaque dos naturais do Sul do país”. Nascido em Aubagne, na Provença, Pagnol tem uma vasta obra teatral, literária, ensaísta e cinematográfica, e as suas peças e filmes passam-se quase todas no Sul, nomeadamente em Marselha. O que não impediu terem-se tornado populares e aclamadas em toda a França, bem como internacionalmente, transformando-o num autor cujo regionalismo, longe de lhe tolher o alcance, o converteu num dos mais bem-amados em França e fez atingir uma dimensão universal. 
Basta referir a sua Trilogia Marselhesa, composta pelas peças Marius, Fanny e César, que começou a vida nos palcos e foi depois adaptada a filme pelo próprio Marcel Pagnol nos estúdios que abriu em Paris e em Marselha em 1932. Isto para ter plena liberdade em termos cinematográficos e não deixar a outros a transposição para a tela das suas peças e textos literários (Pagnol teve, inclusivamente, o sonho de construir uma “Hollywood francesa” na Provença, numa grande propriedade com um castelo que comprou em 1941, um projecto que a II Guerra Mundial não lhe permitiria concretizar).
[...] Marcel e Monsieur Pagnol começa tarde, em 1955, na casa de Paris de um Marcel Pagnol sexagenário (a voz é de um irrepreensível Laurent Lafitte), com a reputação feita, aclamado, premiado e abastado. Só que o autor de Cartas do Meu Moinho está desalentado. Tão desalentado, que até pensa não escrever nem mais uma linha e reformar-se, já que as suas duas últimas peças não agradaram ao público nem à crítica, estiveram pouco tempo em cena e foram fracassos comerciais consideráveis. É então que durante uma festa, Hélène Lazareff, a fundadora da revista Elle, e o seu marido Pierre, o criador do diário France-Soir, grandes amigos e admiradores de Pagnol, convidam-no para fazer uma crónica semanal naquela revista, centrada nas suas recordações de infância.
O escritor aceita, mas quando se senta na secretária do seu escritório para redigir o primeiro texto, não sabe por onde começar e volta a desanimar. É então que lhe aparece o seu “eu” infantil, o pequeno Marcel que ele foi, que o vai ajudar na redacção da crónica, levando Marcel e Monsieur Pagnol para o passado, para os primeiros anos do século XX, para que Sylvain Chomet nos possa contar, com o seu inconfundível estilo animado, usando aqui e ali imagens de época e dos filmes de Pagnol, e conseguindo abranger os seus principais factos biográficos, a longa, rica e magnífica vida de Marcel Pagnol, com todos os seus altos e baixos, os momentos tristes, trágicos e fracassados como os de alegria, felicidade e glória. Marcel e Monsieur Pagnol é a mais original e melhor homenagem que Marcel Pagnol podia ter tido nos 130 anos do seu nascimento. E com sotaque do seu Sul natal, está claro. - timeout.com

Entrevista ao realizador
Sylvain Chomet sem filtros: Marcel Pagnol, cinema francês e o impacto da IA no cinema de animação. - Jorge Pereira Rosa, C/nema.net

 

                                        

 

 

 

 

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