VOLVERÉIS – VOLTAREIS
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Categoria hospedeira: Programação
CLAUSTRO MUSEU MUNICIPAL DE FARO | 21h45
DIA 15 AGOSTO - 6ªFEIRA
A RAPARIGA DE OLHOS GRANDES E O RAPAZ DE PERNAS COMPRIDAS
Maria Hespanhol, PT, 2023, 10’
Esta é uma história de amor cheia de encontros e desencontros, na qual reside uma presença constante de uma busca incessante pelos relacionamentos de felicidade e autoestima entre os dois personagens
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VOLVERÉIS – VOLTAREIS
Jonás Trueba, ES/FR, 2024, 114’, M/14
Depois de quinze anos juntos, Ale, realizadora, e Alex, actor, chegam à conclusão de que a sua relação chegou ao fim. Como a decisão é mútua e a amizade entre os dois permanece, e com base numa brincadeira do pai de Ale (“Deve-se festejar quando os casais se separam, não quando começam”), decidem organizar uma “festa de separação”, o que deixa os seus amigos e familiares perplexos. Explorando a complexidade dos sentimentos e o seu possível renascimento, com uma fibra melancólica que comove o espectador, Trueba redefine, neste seu filme de maturidade, os códigos da comédia de re-casamento.
Uma pérola do discípulo ibérico de Rohmer. - Télérama (Jérémie Couston) ★★★★★
Jonás Trueba compõe uma comédia absolutamente encantadora de (talvez) ‘recasamento’, tão subtil como aparentemente evidente, actuando como uma corrente profunda que nos leva para o mar sem aviso. - Les Inrockuptibles (Jacky Goldberg) ★★★★★
Um precioso jogo de metaficção em que o cinema e a vida andam de mãos dadas mediante um delicioso ping-pong de homenagens que sustentam a relação dos protagonistas, o seu processo de rotura e de re-aceitação. Um filme delicado e alegre.
Fotogramas (Beatriz Martínez) ★★★★★
Assim, Trueba consegue tecer, directamente a partir do quotidiano, um state of the union (filme de Capra que Cavell poderia ter incluído no seu corpus) ao mesmo tempo duplo e reversível: o novo casamento emerge sob os preparativos de separação, mas a alegria desses preparativos é, por sua vez, tingida de um sentimento de perda assumido. - Cahiers du Cinéma (Charlotte Garson) ★★★★
Reencontrando os seus actores de eleição, o cineasta espanhol assina uma comédia agridoce sobre o fim de um casal que decide celebrar a sua separação, explorando a repetição de diálogos e situações até ao limite do vertiginoso. - Libération (Sandra Onana) ★★★★
De forma tão delicada quanto profunda, tão divertida quanto séria, Volveréis revela-se um raro milagre da poética do quotidiano, de transcendência alcançável, de erotismo (sim, quase voluptuoso) do mais comum. - El Mundo (Luis Martínez) ★★★★
Jonás Trueba redefine os códigos da comédia romântica ao combinar audácia narrativa com a exploração das emoções, através do desafio singular das suas personagens em crise. - Bande à part (Benoit Basirico) ★★★★
De uma comédia sobre um casal, passando por um drama sobre a separação, Volveréis sonha ser um filme sobre o renascimento do sentimento. - Positif (Chloé Caye) ★★★★
É uma carta de amor ao cinema, ao como e ao porquê de estes três protagonistas (Arana, Sanz e Trueba) fazerem cinema, pelos outros, com eles. - Cinemanía (Irene Crespo) ★★★★
