zoom in: Edgar Pêra / filme & apresentação de livro

Categoria
formação
Data
30-11-2019 15:00
Local
8000 - 408 Faro
Auditório do IPDJ

HOMEM PYKANTE – DIÁLOGOS KOM PIMENTA. 2018. M/75’  

apresentação, conversa e debate poético com Edgar Pêra e Manuel Rodrigues

Ficha Técnica

Koncepção, Kâmara e Manypulação: Edgar Pêra / Poemas, Performances e Leituras: Alberto Pimenta / Proto-Selecção Ydeografia e Post Notas: Manuel Rodrigues / Produção: Rodrigo Areias – Bando À Parte / Sonikoplastycina e Múzyka: Artur Cyaneto / Misturas: Tiago Raposinho / Kolaboração Muzikophonyka: Jorge Prendas, João Lima e André Loureo, Gustav Mahler / Aktuação: Maria Emília Castanheira, Miguel Borges, Marina Albuquerque, Ana Borralho, Rita Só e Olho Gang / Assist. montagem: Ana Soares / Assist.Produção: Carlos André / Super-Cyber-Visão: Cláudio Vasques / Proto-Tradução e Legendagem: Emílio Sardinha

Sinopse

O Homem-Pykante: Diálogos kom Pimenta não é um documentário de homenagem, é um filme poético de celebração da obra de Alberto Pimenta, fruto de uma amizade e cumplicidade mantidas ao longo dos últimos 24 anos. Pimenta é um artista, “que se considera um “tolerado”, no mesmíssimo sentido do termo administrativo com que eram designadas as prostitutas em Portugal até cerca de meados do século XX”, como um dia escreveu. Alberto Pimenta, que divide os poetas em “tolerados“ e “tolerantes”, é autor de uma vasta obra poética e performática insubmissa e desafiante. O ponto de partida deste filme são os arquivos, filmados por Edgar Pêra entre 1994 e 2018, de performances, conversas e leituras de Alberto Pimenta, material cinético que foi depois objecto de pré-selecção pelo poeta Manuel Rodrigues e posteriormente montado por Pêra. O Homem-Pykante – Diálogos kom Pimenta é um dos (muitos) resultados possíveis.

críticas ao filme, aqui

 

Encerramento com apresentação do Livro 'Anastática' de Manuel Rodrigues pelo autor

Sinopse
«[…] Durante a montagem, o Manuel [Rodrigues], que há muito tinha em mente dedicar um livro de poesia ao Alberto, entregou-me um volume de 500 páginas, que reunia algum do seu último trabalho, disperso entre 2013 e 16 (a que acrescentou agora três poemas já de 18), pedindo-me para que fizesse a minha selecção. Um quid pro quo que fazia todo o sentido. Não tinha como dizer não. Mesmo assim resisti durante dois meses e, só com o filme [O Homem-Pykante - Diálogos Kom Pimenta] quase terminado, já com uma reflexão aprofundada sobre a Obra-Pimenta, é que me senti preparado para executar essa selecção. Comecei por dividir os poemas em três grupos: Pimentices, Pessoanas e Merdafísicas.

[…] ao lermos Anastática confrontamo-nos logo com um pequeno jogo de carácter simbólico no próprio título; saberemos que designa uma planta, também conhecida por rosa-de-jericó, ou flor da ressurreição, capaz de sobreviver por tempo indefinido a securas extremas, e cujo nome deriva do grego (anastasis) que significa erguer ou elevar; e, como o professor Rodrigues me explicou, "perceberemos uma metáfora à leitura, como humidade que reabre e faz verdejar, o que sem ela é só, seco e fechado; ou, talvez até, que a leitura que os poetas fazem uns dos outros, tornando outras escritas suas, é tanto mais feliz quanto por esse gesto se confere nova frescura e viço ao anterior, que assim se eleva sem favor - talvez não seja completamente periférico o facto de anastático ser um processo de reprodução por transporte químico de textos impressos".» 
Do Prefácio

 

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